Psoríase: saiba mais sobre esta enfermidade dermatológica

Mulher sendo diagnosticada com psoríase capilar

Muitas são as doenças que podem causar alterações em nosso couro cabeludo, sendo a psoríase uma delas. Como é uma condição crônica, mas que pode ser tratada e controlada, este tipo de doença inflamatória não é contagiosa e geralmente tem origem genética.

Mas você sabe quais os tipos? sintomas? como é feito o tratamento? Apesar de ser um problema relativamente comum ainda existem muitas dúvidas em torno da Psoríase. Por isso hoje vamos falar melhor desta doença que, entre outros incômodos e desconfortos, pode causar baixa autoestima. Confira a seguir e boa leitura!

O que é psoríase?

Sendo considerada uma doença de pele comum e que ainda não possui cura, a psoríase é uma condição cíclica, ou seja, aparece de tempos em tempos, provocada pelos Linfócitos T (células que cuidam da imunidade de nosso organismo). Assim, o corpo das pessoas diagnosticas passa a liberar substâncias que causam inflamações. 

Então, para tentar sanar tais inflamações o sistema imunológico começa a dilatar os vasos sanguíneos da pele, assim como realiza uma infiltração com as células chamadas neutrófilos. Em resposta a esse “ataque”, a produção de células da pele aumenta e o processo evolutivo acelera. O sintoma principal é o aparecimento de “escamas” que mais parecem feridas e que podem surgir no couro cabeludo ou em outras partes do corpo.

Como este processo faz com que as células não sejam eliminadas de forma natural, são formadas manchas grossas e com escamas (cascas). A única forma de acabar com esse ciclo é com um tratamento especializado.

No Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a partir de uma pesquisa realizada em 2017, ela acomete 1,31% da população, sendo mais presente no Sul (1,86%) e  Sudeste (1,88%).

Além disso, é importante lembrar que a psoríase não é contagiosa e o contato com uma pessoa diagnosticada não precisa ser interrompido. Muitas vezes essa doença é chamada de artrite psoriática (um dos seus tipos), sendo também confundida com  doenças cardiometabólicas e problemas gastrointestinais. O tratamento para controlá-la é feito de acordo com o tipo da doença.

Principais sintomas de psoríase

Os sintomas podem variar de acordo com o tipo da doença, que, no total, são 8. Mas geralmente os sintomas “padrões” são:

  • Manchas com descamação seca que também podem ser esbranquiçadas ou até mesmo em tom prata;
  • Menos comum, mas há registros de casos em que pequenas manchas brancas aparecem em diversas partes do corpo, podendo aparecer em tons mais escuros.
  • Pele ressecada e rachada com sangramento frequente.
  • Coceira, certo incômodo semelhante à queimação e até mesmo dor.
  • Crescimento de unhas grossas, sulcadas e até mesmo em formato pontiagudo.

Por fim, inchaço e rigidez em todas as articulações também são um dos sinais que podem aparecer em pessoas diagnosticadas com psoríase.

Como podem atingir várias partes do corpo, essa doença pode impactar negativamente a autoestima, mas como dissemos anteriormente, é possível controlar os sintomas e viver sem problemas.

Causas de psoríase

Podendo ser considerada uma doença genética, segundo dados oficiais da SBD, cerca de 30 a 40% das pessoas que vivem com essa condição já tiveram casos anteriores na família.

Outros fatores também podem ser influenciar no aparecimento da doença, como por exemplo o alto nível estresse em pessoas que possuem um sistema imunológico mais debilitado.

Obesidade também pode causar psoríase. Além disso, o tipo ‘invertido’ pode ser mais comum em pessoas com pele de cor negra e soropositivas. A temperatura da cidade que uma pessoa está também pode influenciar, já que o tempo frio pode piorar a condição. 

Vícios também podem ser uma das causas de psoríase, como por exemplo o alto consumo de bebidas alcoólicas e o uso de cigarros e produtos que tenham tabaco. Inclusive, o alto consumo de cigarro pode agravar a doença.

Psoríase é contagioso?

Não! O que acontece é que essa doença é transmitida entre pessoas de uma mesma família. Se por exemplo um amigo ou conhecido seu for diagnosticado com psoríase, não é necessário se afastar ou mudar os hábitos. Inclusive o recomendado é que você apoie essa pessoa para que ela consiga viver da melhor forma possível.

O toque, uso compartilhado de objetos e outros tipos de contato não vai fazer com que você simplesmente contraia um dos tipos dessa doença, por isso evitar o afastamento social é a melhor coisa a fazer. Por conta da falta de informação muitas pessoas acabam se afastando por acreditarem que a Psoríase é contagiosa, o que prejudica a qualidade de vida de quem possui a doença.

Outra coisa que ajuda as pessoas que vivem com este mal é evitar situações de estresse, uma vez que isso aumenta a aparição de sintomas. Mas, apesar disso, sempre procure tratar quem possui psoríase da mesma forma que trataria seus amigos e familiares.

Segundo dados realizados por uma revista especializada no ramo da saúde e bem-estar, 26% das pessoas que possuem psoríase já viveram alguma situação desconfortável, como por exemplo alguém que não as tocou devido às manchas e feridas na pele. Por isso, campanhas de conscientização como as realizadas pela Associação Brasileira de Psoríase, Artrite Psoriásica e de outras Doenças Crônicas de Pele são tão importantes.

Tipos de psoríase

A psoríase possui muitas variações. Por isso, quem estiver com suspeitas da doença precisa consultar um dermatologista o quanto antes para saber qual o melhor tratamento para controlar a enfermidade da melhor forma possível. No total, 8 são os tipos existentes de psoríase. Confira abaixo a lista e saiba mais sobre cada um deles.

Psoríase Vulgar ou em placas

Sendo o tipo mais comum desta doença, quem for diagnosticado com a Psoríase Vulgar ou em placas, como o nome sugere,possui certas “placas secas” e avermelhadas, assim como escamas prateadas ou em tons de branco que coçam, podendo atingir literalmente todas as partes do corpo, inclusive órgãos genitais. Pessoas de todas as idades são atingidas com esse tipo de psoríase.

Ungueal

Já se sabe que a psoríase atinge várias partes do corpo, incluindo as unhas das mãos e dos pés. E esses são os locais que o tipo ungueal mais ataca. Como principais sintomas desse tipo estão o crescimento anormal das unhas, assim como o engrossamento, mudança de cor e até mesmo um certo deforme. Um sintoma mais grave é o descolamento da unha do leito ungueal (parte abaixo de nossa unha).

Psoríase do couro cabeludo

Muitas vezes confundida com a caspa, este tipo de doença causa o crescimento de pequenas feridas no couro cabeludo, região essa que fica visivelmente sem cabelo. A variação das cores dos machucados pode ir de prata a esbranquiçada. Lembrando que o aspecto é agravado caso a pessoa se mantenha coçando o local com frequência.

Uma das formas de perceber esse problema é sempre verificar se há flocos de pele morta na roupa ou pente, já que a descamação é frequente se a coceira ou massagem do couro cabeludo acontecer. 

Gutata

Bastante ligada a infecções bacterianas, nesse tipo de psoríase acontece o crescimento de feridas em formato de gota em diversas partes do corpo, entre elas: tronco, braços, pernas e couro cabeludo. Esses machucados são compostos por uma fina escama, sendo bastante diferentes dos que aparecem em outras variações dessa doença. A psoríase gutata é mais frequente em crianças e adultos jovens com até 30 anos.

Invertida

Aparecendo geralmente em áreas úmidas do corpo, como axilas, redor dos genitais e abaixo dos seios, este tipo de psoríase causa manchas inflamadas e com tom vermelho no local atingido. Além disso, a obesidade é um dos principais agravantes desta variação, pois geralmente pessoas acima do peso possuem alta produção de calor e muito atrito nas parte citadas.

Pustulosa

Também chamada de psoríase palmoplantar, nesta variação ocorre o aparecimento de manchas, bolhas e até mesmo ferimentos com pus. Todas as partes do corpo podem ser afetadas.

As bolhas com pus aparecem pouco tempo depois da vermelhidão ser constatada, levando cerca de um dia ou dois para secarem. Estas podem vir a aparecer um tempo depois (já que a psoríase é uma doença cíclica), como por exemplo em dias ou semanas desde o último “ataque”.

Em casos mais graves há registros de pessoas que tiveram febre, indícios de calafrios e coceira intensa, além de fadiga.

Eritodérmica

Sendo o tipo de que menos se tem registros, quem possui psoríase eritodérmica precisa viver com manchas em tom vermelho por todo o corpo  que podem vir a apresentar coceira e até mesmo ardência.

Geralmente esta é uma resposta do nosso organismo a casos de queimaduras graves e tratamentos feitos de forma não esperada por nosso corpo, como por exemplo a ingestão ou retira de hormônios. Também se sabe que infecções podem causar este tipo de psoríase, assim como por exemplo o mal tratamento de um outro tipo dessa mesma doença.

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Artoprática

Finalizando os tipos de psoríase, nesta variação acontecem inflamações na pele e até descamações, podendo causar também fortes dores em todas as articulações. As partes mais afetadas do corpo são as articulações dos dedos dos pés e mãos, assim como coluna e quadris.

Importante dizer que a artrite psoriática, nome pelo qual também é conhecido, pode ter como sintomas a rigidez progressiva e deformidades, ambas permanentes. Este tipo é geralmente associado a uma evolução das outras variações desta doença.

Diagnóstico de psoríase: como ele acontece?

Não é possível detectar possíveis tipos dessa doença por meio de exame de sangue, então o diagnóstico de psoríase acontece de forma visual e sempre feito por um especialista em doenças de pele e/ou couro cabeludo.

Os sintomas são bastante característicos, mas ainda no caso de dúvidas sobre o tipo de doença, o médico pode solicitar uma análise mais profunda da pele, na qual pequenos fragmentos da pele serão analisados por meio de uma lente de microscópio. Além disso, uma breve conversa sobre o histórico familiar também pode ajudar no diagnóstico da psoríase.

Assim, se você for diagnosticado (a) com essa doença não precisa se desesperar pois é possível reduzir os sintomas e viver sem baixa autoestima. Há muitas pessoas que vivem tranquilamente com psoríase, mas é necessário seguir todas as orientações dos especialistas para que o tratamento não apresente falhas.

De toda forma, é sempre recomendado que todos procurem uma clínica especializada para receber um atendimento de confiança e o tratamento não ser prejudicado.

Aqui você pode conferir todo o PCDT atualizado da Psoríase.

Psoríase no couro cabeludo: o que é?

Tendo que conviver com pequenas feridas que apresentam coloração esbranquiçada e/ou avermelhada, quem é diagnosticado (a) com psoríase no couro cabeludo também pode apresentar queda de cabelos nessa região, aparecendo pequenos “buracos” que podem causar certo desconforto.

Muitas vezes confundida com caspas, a psoríase no couro cabeludo pode ser facilmente tratada por meio do uso de shampoos anti-inflamatórios e produtos que possuem ativos queratolíticos e substâncias que dissolvem a camada córnea da pele e são geralmente usadas para acabar com verrugas e outras lesões.   

Como cuidar da psoríase no couro cabeludo

O uso de shampoos e uma alimentação rica em vitaminas pode fazer com que os sintomas sejam combatidos. Como falamos anteriormente, a psoríase não possui cura, mas pode ser facilmente controlada.

Caso a situação da psoríase esteja mais grave, a ingestão de medicamentos orais também pode ajudar, assim como o uso de cremes para limpeza capilar. Estes produtos podem fazer com que não apenas os ferimentos no couro cabeludo diminuam, mas também a coceira seja paralisada.

Veja quais hábitos podem ajudar uma pessoa com psoríase no couro cabeludo a viver de forma mais tranquila:

  • Realizar a lavagem da cabeça com shampoos apropriados e receitados por especialistas em doença de pele;
  • Sempre tomar banhos frios ou mornos e rápidos no inverno, época em que o ressecamento do couro cabeludo pode ficar maior;
  • Não realizar o uso de produtos que abafam/esquentam essa região, como por exemplo: chapéus, bonés, gorros e capacetes;
  • Evitar situações de estresse, assim como ter uma alimentação regrada e hábitos saudáveis.

Seguindo as indicações acima e as demais orientações de um especialista é possível combater todas as feridas e ainda viver com uma boa autoestima, já que os sintomas serão diminuídos ao máximo. De toda forma, uma orientação médica não deve ser deixada de lado: por ser uma doença crônica, o acompanhamento deve ser constante para que assim a psoríase não se agrave.

Prevenção da psoríase

Por ser uma doença transmitida de familiar para familiar (genética), hoje em dia pode-se dizer que não é possível prevenir a psoríase. Alguns hábitos podem ajudar a combater o aparecimento dos sintomas, como por exemplo o uso de roupas leves e que não esquentam demais o corpo.

Além disso, se há casos anteriores de psoríase na família é possível realizar um acompanhamento junto a um especialista para diminuir os sintomas.

Ademais, por ser uma doença cíclica, é possível dizer que a frequência na qual as feridas aparecem pode ser diminuída, mas ainda assim o tratamento não deve ser deixado de lado. Então, seguir as indicações do especialista é uma regra que não deve ser descumprida.

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Como é feito o tratamento da psoríase?

A forma, tempo de tratamento e controle da doença depende muito do tipo de psoríase que a pessoa for diagnosticada. Geralmente são indicados remédios que ajudam a acelerar a cura dos ferimentos em várias partes do corpo, permitindo que a pessoa conviva com a doença sem muitos incômodos.

Além disso, em casos mais graves são indicadas sessões de fototerapia, nas quais uma luz ultravioleta (UV) natural do sol e luz UV artificial são usadas para que os sintomas sejam combatidos e diminuídos. 

Importante dizer que esses tipos de tratamento devem ser indicados por especialistas e acompanhados de perto, uma vez que o excesso de luz solar pode não apenas agravar os sintomas, mas também causar câncer de pele e outras complicações decorrentes da alta exposição.

Por isso, sempre siga as orientações de seu tricologista e/ou dermatologista para não ter problemas e acabar com mais feridas e manchas por todo o corpo.

Tratamento caseiro para psoríase

Servindo como apoio dos medicamentos receitados pelos especialistas, há alguns hábitos que podem fazer com que os sintomas sejam diminuídos, mas nenhum dos exemplos que vamos citar a seguir substituem o uso dos produtos desenvolvidos em laboratórios.

Banhos com sal grosso (o marinho também é bastante eficaz) podem ajudar a pele a ficar mais limpa e fazer com que as feridas diminuam com mais rapidez. Isso também ajuda na diminuição do estress, fator que influencia para que os sintomas se agravem.

Outro método natural são os chás de ervas anti-inflamatórias, como por exemplo a fumária. O exemplo anterior age como efeito regenerativo e já é usado como apoio de tratamento de doenças como sarna e urticária, além da psoríase.

Por fim, algo que também pode ajudar no tratamento dessa doença de pele é fazer uso de pomada com compostos naturais, como por exemplo o açafrão. Sendo encontrada em farmácias de manipulação, esses produtos são vendidos apenas sob prescrição médica.

Falando mais sobre o açafrão, esta planta possui uma substância chamada curcumina, que reduz a quantidade de células que causam as feridas na pele. Usar 12 gramas de açafrão nas refeições diárias também pode ajudar com que os sintomas da psoríase sejam diminuídos.

Medicamentos para psoríase

Assim como o tratamento, os medicamentos para psoríase também variam muito de acordo com o tipo de doença. Apenas sabendo da real condição que alguém se encontra vai ser possível indicar o melhor remédio para diminuir os sintomas.

E em alguns casos é possível ter uma grande economia, já que o SUS (Sistema único de Saúde) disponibiliza quatro medicamentos para todas as pessoas. Mas de nada vai adiantar se todas as orientações médicas não forem seguidas, então ouvir a opinião do especialista é sempre o melhor a se fazer.

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Depois que você ficou sabendo de todas as especificidades dessa condição que afeta várias partes do corpo e se identificou com alguns sintomas, o que acha de se consultar com um especialista?

Nossa clínica conta com diversos profissionais que são formados nas melhores instituições do país e podem lhe ajudar com o diagnóstico , assim como indicar o melhor tratamento. É verdade que essa doença não tem cura, mas como dissemos anteriormente, é possível viver tranquilamente e com os sintomas controlados.

Entre em contato com nosso time de atendimento e agende uma consulta! Estamos realizando atendimentos em Belo Horizonte, Uberlândia e Brasília (no último exemplo, apenas em horários específicos). Então mande uma mensagem em nosso WhatsApp e agende uma visita. O diagnóstico pode ser feito de forma rápida e indolor, por isso não perca tempo.

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